A vila
Por
ai, o girassol se vê em um abrigo
Iluminada
pela luz do sol da manhã.
Regada
com a água da esperança
E
adubada pela garantia de um futuro.
Na
esquina um certo cravo
Anda
bebendo mais do que deve.
Se
afoga em esperanças antigas,
Se
perde em falsas alegrias
E
acorda com a cabeça carregada
Por
conta do falso estrume.
O
girassol foi um dia o elo
Da
luz do cravo.
Que
investiu palavras carregadas
De
sinceros sentimentos
Regados
pela madrugada.
Quando
conheceu o cravo
O
girassol estava perdido
Estava
amassado e caído ao chão
Por
conta dos pés do homem.
O
cravo estava no seu auge!
E
disposto ao oposto,
Disposto
a iluminar e ser iluminado.
Tinha paz
E que aliás
Era capaz de ser um bom
Hoje nem sabe seguir o tom
E que aliás
Era capaz de ser um bom
Hoje nem sabe seguir o tom
Fazia
parte da classe dos bons cravos
Da vila
em forma de um arco
De
um exuberante verde no período de chuvas.
Aparentava
ser um rio
Devido
a sua profundidade
E
ser cercado por serras.
O
arco dos vales verdes!
Tudo
esperado pelo cravo
Foi
contigo.
-Devolva-o
o eu - disse o cravo - Ele já foi teu
Dele já se esqueceu! E quando o consentiu, Logo partiu.
Dele já se esqueceu! E quando o consentiu, Logo partiu.
Por
fim, o cravo se deixou levar.
Acabou
em baixo da ponte de ferro
Onde
não se escuta algum sussurro ou berro!
Tom Campos

%2018.36.07_8d54b8d6.jpg)

Comentários
Postar um comentário