A vila



Por ai, o girassol se vê em um abrigo
Iluminada pela luz do sol da manhã.
Regada com a água da esperança
E adubada pela garantia de um futuro.

Na esquina um certo cravo
Anda bebendo mais do que deve.
Se afoga em esperanças antigas,
Se perde em falsas alegrias
E acorda com a cabeça carregada
Por conta do falso estrume.

O girassol foi um dia o elo
Da luz do cravo.
Que investiu palavras carregadas
De sinceros sentimentos
Regados pela madrugada.

Quando conheceu o cravo
O girassol estava perdido
Estava amassado e caído ao chão
Por conta dos pés do homem.

O cravo estava no seu auge!
E disposto ao oposto,
Disposto a iluminar e ser iluminado.
Tinha paz
E que aliás 
Era capaz de ser um bom
Hoje nem sabe seguir o tom

Fazia parte da classe dos bons cravos
Da vila em forma de um arco
De um exuberante verde no período de chuvas.
Aparentava ser um rio
Devido a sua profundidade
E ser cercado por serras.
O arco dos vales verdes!

Tudo esperado pelo cravo
Foi contigo.

-Devolva-o o eu - disse o cravo - Ele já foi teu
Dele já se esqueceu! E quando o consentiu, Logo partiu.
Por fim, o cravo se deixou levar.
Acabou em baixo da ponte de ferro
Onde não se escuta algum sussurro ou berro!
Tom Campos





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