O estranho!


Eu quero sorrir
E te sentir ao meu lado
Deitados num velho sofá estofado.
E não ter que partir

Depois de você tudo parou
O tempo desandou
Os relacionamentos não vieram

Por mais que escreva
De uma forma cafona
Escrevo como a melodia de uma sanfona
Sincera e serena.

Não sou nenhum herói
Só vejo o que corroí
A alma do humano
Que pode remeter ao estranho

Se, é estranho!
Pode-se remeter ao familiar
Mesmo sem ter o lugar.
O que se quer, é estar!

Eu queria ser teu
Mais o meu eu
É muito ligado o superego,
Que se faz de cego
Pelo passado
Não calado.

Tom Campos

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